Notícia

Fim da vacinação contra aftosa é debatida pelo CSA de Cascavel

sexta, 12 de abril de 2019
POD

O fim da vacinação contra febre aftosa foi tema da pauta do Conselho Municipal de Sanidade Agropecuária (CSA) de Cascavel nessa quarta-feira (10), no Sindicato Rural de Cascavel.

O objetivo é deixar de vacinar o rebanho e contribuir para transformar o  Paraná em área livre de aftosa sem vacinação e biosseguridade em granjas de suínos. Conquistar o título de livre de aftosa é uma das principais bandeiras do Programa Oeste em Desenvolvimento (POD).

Sobre a campanha, ela continua com as mesmas regras. Do dia 1º até 31 de maio os pecuaristas precisam vacinar bovinos e bubalinos com até 24 meses. Também ficou acertado que o lançamento será feito no dia 2 de maio em algumas casas agropecuárias do município, ainda a serem confirmadas. A intenção é atrair os pecuaristas até os estabelecimentos e já efetuar as vendas das vacinas.

“Não podemos afirmar se será a última vacinação. Caso for, são dois anos até o reconhecimento internacional”, comentou Juliano Moura, médico veterinário da Adapar (Agência de Defesa Agropecuária) de Cascavel.

Com relação ao status de área livre, ainda há um cenário de incertezas.  No entanto, a Adapar fará uma série de fóruns no Paraná para esclarecer as dúvidas sobre esse tema. Em Cascavel, a data previamente marcada é dia 23 de maio.

Outro tema em questão foi a biosseguridade dos suínos. No dia 20 de setembro de 2018 a Adapar publicou a Instrução Normativa nº 265,que é um instrumento que regulamenta as boas práticas voltadas à prevenção e controle de doenças infecciosas nos locais onde ocorre a criação de suínos. O Paraná é o primeiro entre todas as unidades da federação a ter um regulamento dessa natureza.

Entre as novidades trazidas pela IN 265 da Adapar estão aspectos como a limitação na entrada de pessoas, desinfecção de veículos, controle de insetos e roedores, bem-estar animal entre outros pontos, como escritório, cercados e obrigatoriedade de quem entrar tomar banho na entrada e na saída do local. 

O prazo para implantação vai até novembro de 2019, mas ainda há poucas adesões. Segundo Juliano, há uma certa dificuldade entre os suinocultores para arcar com os custos das novas exigências. Para discutir mais amplamente o assunto, o CSA marcará um reunião com os suinocultores sobre o tema

Fonte: oesteemdesenvolvimento.com.br