Notícia

A comunicação que queremos precisa estar atrelada ao Brasil que queremos

sexta, 06 de setembro de 2019
ACIC

Cunha Pereira na Acic
 

 O futuro da comunicação, os desafios e a contribuição dela ao processo de desenvolvimento de uma sociedade. Esses foram alguns dos aspectos refletidos pelo presidente do GRPCOM, Guilherme Cunha Pereira, na Acic na noite dessa quinta-feira em palestra a empresários, profissionais liberais e acadêmicos de comunicação social. “A comunicação que queremos precisa estar atrelada ao Brasil que queremos”, afirmou o presidente do principal grupo de comunicação do Paraná.
E, diante disso, qual é o futuro e quais são as perspectivas que nós temos, questionou Guilherme que, embora reconheça um período de desafios impostos pela transformação digital aos meios de comunicação, está otimista com o futuro do jornalismo. “Isso tudo deve contribuir na forma de fazer comunicação, voltado a pautas que gerem desenvolvimento, perspectivas de crescimento do próprio país e mais oportunidades à sua gente”, afirmou ele. 
A comunicação atravessa um momento de incompreensões e polarizações agudas que geram rivalidades importantes. Diante disso, afirmou ele, o ato de comunicar precisa ser corajoso e reafirmar os grandes valores da civilização ocidental que dão sustentação à democracia e à liberdade. “Ao mesmo tempo, a comunicação deve ser profundamente humilde, consciente da sua falibilidade e, também, respeitosa. Precisa ter a capacidade de compreender que pessoas de boa fé têm visões muito diferentes do que é o mais adequado ou o mais inadequado”, ressaltou Guilherme.
De acordo com o presidente do GRPCOM, há diferenças e divergências legítimas de percepção da realidade e só quando se tem uma atitude humilde, de aceitação dessa verdade é que se pode atuar a partir de uma comunicação verdadeiramente efetiva. Doutor em Direito, Guilherme Cunha Pereira falou do impacto das novas tecnologias na imprensa norte-americana. Em apenas duas décadas, dois mil jornais diários desapareceram e algumas cidades pequenas, do interior, ficaram desassistidas. Sem a vigilância desses órgãos, alguns fenômenos começaram a surgir, a exemplo do aumento inexplicável da remuneração dos servidores públicos nesses locais.
Mesmo com um forte viés de mudança e dos efeitos da digitalização, o presidente do grupo GRPCOM se diz otimista e confiante na produção de uma comunicação séria, responsável e atenta às necessidades do seu país. Guilherme também abriu espaço para questionamentos e falou sobre vários temas da atualidade brasileira e mundial.
 
 

Crédito: Assessoria
 

Fonte: acicvel.com.br