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Paraná abre caminho para poder vender carne para o mundo todo

sexta, 29 de novembro de 2019
Caciopar

O Paraná se encaminha com desenvoltura para integrar um seleto grupo de regiões exportadoras de proteína animal. Há poucas semanas, o Ministério da Agricultura e Pecuária reconheceu os esforços do Estado e autorizou a suspensão de campanhas de vacinação do rebanho bovino contra a febre aftosa. O reconhecimento definitivo deverá ser confirmado em âmbito internacional em menos de dois anos, e a notícia anima o setor agropecuário. A previsão, a partir do novo status sanitário em vigência, é de incorporação de R$ 1,5 bilhão por ano na economia estadual.

O vice-presidente do Programa Oeste em Desenvolvimento, Elias Zydek, falou a empresários da região no 5º Congresso Caciopar e 6º Fórum do POD, realizado dias atrás em Foz do Iguaçu, sobre o que a mudança de área livre da aftosa com vacinação para livre sem vacinação pode representar. “O Paraná vai poder vender carne praticamente para todo o planeta, alcançando os mercados mais cobiçados e que melhor remuneram”. O único estado livre da doença no Brasil, sem vacinação, é Santa Catarina, que consegue com isso preços mais vantajosos às suas exportações.

Para chegar à atual condição, um enorme cronograma de ações foi desenvolvido. “Já se vão três anos de articulações e atendimento às mais diversas exigências, além disso há muitos anos o Paraná não registra caso da doença”, disse Zydek. Há outras medidas determinantes em curso, como tirar o Paraná de uma região que envolve um grande número de estados, o que fragiliza a condição sanitária.

Caso aconteça algum registro de doença considerada grave, com restrições sanitárias internacionais, perde-se o novo status. Assim, autoridades paranaenses apelam à ministra da Agricultura, Tereza Cristina Dias, para que isso seja alterado. “Queremos ser integrados à área formada por Santa Catarina e Rio Grande do Sul”, afirma o vice-presidente do POD.

Fundo

Entidades e empresas do setor criaram um fundo para cobrir eventuais custos de indenização em caso de necessidade de adoção de medidas mais duras para proteger o status sanitário. Já são mais de R$ 78 milhões que estão à disposição para enfrentar problemas, que serão atacados tão logo aparecerem. A criação dos conselhos municipais de sanidade é outro passo fundamental do percurso, porque reforça ainda mais os trabalhos orientativos, preventivos e de fiscalização.

Propriedade

A garantia do direito constitucional de propriedade é outro assunto que a Caciopar, o POD e entidades do setor produtivo acompanham com atenção. Segundo Elias Zydek, que participou recentemente de debates sobre o assunto, o governo federal está atento e entende o peso da lei, por isso dará garantias a quem trabalha e produz, o que não vinha ocorrendo.

Há anos, invasões a propriedades produtivas das regiões de Quedas do Iguaçu, pelo MST, e na região de Guaíra e Terra Roxa, por supostos índios, tiram o sonho e a paz de famílias de agricultores. Mas sem a omissão governamental alimentada por questões ideológicas, como ocorria até um ano atrás, a partir de agora a lei será cumprida e os títulos respeitados.

 

 

Fonte: Caciopar