Na noite de segunda-feira, foi realizado, nas dependências da Associação Empresarial de Medianeira (ACIME), um encontro regional promovido pela Micro 1 da CACIOPAR, em parceria com o CODEMED, com o objetivo de apresentar dados econômicos e eleitorais do Extremo Oeste do Paraná.
O evento reuniu associados ACIME, o presidente da ACIME, diretores da ACIME, representantes de entidades e do poder público, com foco na análise da ausência de representação direta da região na Assembleia Legislativa do Paraná e nos impactos desse cenário para o desenvolvimento regional.
Durante a apresentação, foram compartilhadas informações que demonstram a força econômica do Extremo Oeste, composto por 18 municípios, com quase 600 mil habitantes, mais de 411 mil eleitores e um Produto Interno Bruto estimado em R$ 33,3 bilhões, o que representa cerca de 5% da economia estadual. Apesar dessa relevância, a região permanece há mais de 20 anos sem um deputado estadual próprio.
Nesse contexto, Medianeira foi apresentada como um exemplo prático da fragmentação eleitoral. Nas eleições de 2022, o município contou com mais de 38 mil eleitores e registrou mais de 24 mil votos válidos para deputado estadual, distribuídos entre centenas de candidatos, sem que houvesse a eleição de um representante local. Os dados indicam que há potencial eleitoral, mas a dispersão de votos e a falta de coordenação regional impedem a consolidação de uma representação direta.
Também foram apresentados dados sobre a arrecadação de impostos, que ultrapassa R$ 23 bilhões entre 2022 e 2025, e as dificuldades de retorno proporcional em investimentos estruturantes, quando comparada a regiões com maior articulação institucional.
A reunião destacou ainda impactos práticos da ausência de representatividade, refletidos em áreas como infraestrutura, segurança pública, saúde de alta complexidade e logística regional.
A ACIME sediou o encontro, colocando sua estrutura à disposição para a realização do debate, reafirmando seu papel institucional de apoio ao diálogo, à informação e ao fortalecimento do desenvolvimento regional.
Ao final do encontro, ficou evidenciado que dados, números e impactos precisam ser conhecidos pela sociedade, para que decisões futuras sejam tomadas de forma mais consciente e alinhadas aos interesses regionais.
O debate reforçou que uma região economicamente forte depende de organização e articulação institucional para que sua capacidade produtiva se converta em desenvolvimento, investimentos e melhoria da qualidade de vida.
Sem organização regional, as decisões continuam sendo definidas fora do território.
Com informação, diálogo e alinhamento, a região amplia sua capacidade de participar ativamente da construção do próprio futuro.





