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Caciopar

A ausência de um banco de dados amplo, confiável e amparado por
ferramentas dinâmicas é uma das mais antigas carências do Oeste do Paraná. Mas
no que depender do PTI, o Parque Tecnológico de Itaipu, essa lacuna está
próxima de ser preenchida. O PTI e outros parceiros trabalham na elaboração de
um amplo mecanismo que coleta, acessa, tabula e organiza informações sobre a
realidade regional.

O SIT, Sistema de Informações Territoriais, está associado ao POD,
Programa Oeste em Desenvolvimento, e contribuirá para balizar as mais diversas
análises, projetos e ações com foco no crescimento econômico. O assunto foi
apresentado no sábado a empresários da Caciopar, na Acimacar em Marechal
Cândido Rondon, pelo gerente do Centro Internacional de Hidroinformática do
PTI, Rafael Gonzales.

A elaboração de uma base ampla e detalhada, com alicerce em informações
reais e continuamente atualizadas, é imprescindível para ter em mãos leituras e
possibilidade de criar cenários, contribuindo até para a definição de
investimentos e defesa de projetos estruturais, diz o presidente da
Coordenadoria das Associações Comerciais e Empresariais do Oeste do Paraná,
Leoveraldo Curtarelli de Oliveira.

A formatação do banco de informações conta com sistema e plataforma altamente
tecnológicos, com planilha, acesso pela internet, armazenamento, consultas e
até a emissão de relatórios. As fontes iniciais de dados são o Ipardes e a
Rais, mas também contam com indicadores do IBGE e de apurações de campo e
disponíveis nos próprios municípios integrados. “São 1,4 milhão de registros
apenas do Oeste, o que permite conhecer com enorme riqueza de detalhes a
realidade regional”, conforme Rafael Gonzales. Mas tão importante quanto ter
acesso é saber o que fazer com as informações.

É imprescindível saber priorizar os dados e entender como eles podem
colaborar para projetos futuros e que tipo de suporte eles oferecem, por
exemplo, às associações comerciais. As informações são agregadas de mapas e
gráficos, recursos que facilitam a compreensão. O SIT está em estruturação e
por meio de ferramentas tecnológicas sofisticadas é possível comparar e
compartilhar informações, tendências e até identificar potenciais aspectos de
investimentos ou de potencialização do resultado de programas de médio e grande
alcance.

 

Demandas

Diversos profissionais altamente capacitados participam do projeto que
já a partir de 2017 passa a aceitar demandas. Parceiros poderão apresentar
carências e indicar pesquisas para conhecer informações específicas. “Com os
dados corretos em mãos, ficam mais claros o que pode e o que deve ser feito
para viabilizar uma ideia, um projeto ou um negócio”, conforme Rafael. Outro
compromisso do SIT é identificar, de forma especializada, a força de
determinados negócios no território.

A partir de instrumentos como a geoestatística há como identificar
diferenças e semelhanças dentro do próprio território. Saber as vocações de uma
cidade ou as possibilidades que um determinado projeto pode ter em uma ou outra
devido, por exemplo, à oferta de determinada matéria-prima ou recurso. Exemplo
disso é o projeto de biodigestores, que tem o envolvimento das cooperativas.
Segundo a disponibilidade de biomassa, investir em uma determinada região ou
microrregião é melhor do que em outra.

O presidente do Programa Oeste em Desenvolvimento, Mario César
Costenaro, informa que contar com dados estatísticos confiáveis em mãos é
determinante para os próximos saltos de desenvolvimento que se pretende para a
região. Costenaro afirma que o trabalho do PTI e parceiros, na elaboração do
Sistema de Informações Territoriais, permitirá definir investimentos com mais
segurança e conectados à realidade e às potencialidades das cadeias produtivas.

 

 

 

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