Os indicadores comprovam que os países mais prósperos do mundo são aqueles que praticam de forma mais intensa as regras da liberdade econômica. E os que estão no fim da fila são vítimas principalmente do excesso de burocracia. A liberdade econômica e os seus efeitos práticos foram apresentados em recente encontro da Caciopar, em Nova Santa Rosa, pelo coordenador estadual de Políticas Públicas do Sebrae-Paraná, Amberson Bezerra da Silva. Ele detalhou aspectos da MP 881 – Medida Provisória da Liberdade Econômica.
Amberson falou sobre o Sistema para Melhoria do Ambiente de Negócios da Micro e Pequena Empresa no Paraná. Ele conta com 19 comitês territoriais e com 126 comitês municipais e a função é trabalhar pontos da Lei Geral, com ênfase em educação empreendedora, inovação, acesso à justiça e micros e pequenas empresas. Um dos desafios que ainda persistem no País, de acordo com o coordenador de Políticas Públicas, diz respeito à abertura de empresas, com casos de demora de até 140 dias.
Com o programa Rede Simples, em expansão em várias regiões, o prazo médio de abertura já cai para 19 dias. E a meta é muito mais ambiciosa, de apenas dois dias para aquelas consideradas de baixo risco, e para de alto risco todo processo estaria concluído em cinco dias. “O desafio não é simplificar somente para facilitar a abertura, mas também para dar sustentabilidade às empresas”, observa Amberson. O Fopeme, um fórum estadual, coordena essas discussões, e é formado por 15 entidades governamentais e 15 privadas.
Desburocratização
Outro ponto bastante aguardado da MP 881 diz respeito a questões de trabalho e produção. A Medida Provisória prevê que o horário de funcionamento só será limitado “se for para observar o sossego” ou as regras de condomínio. Também vai impedir que leis sejam manipuladas de forma a diminuir a competição e o surgimento de novos modelos de negócios. E ainda vai impedir que fiscais tratem dois cidadãos em situações similares de forma diferente. São aspectos decisivos ainda os que abordam sobre igualdade de negociação, boa-fé do empresário, boas-práticas e respeito a contratos empresariais.
A MP discorre também, de acordo com Amberson, sobre dúvida na interpretação do direito, que deve ser resolvida no sentido que mais respeite contratos e atos privados. São considerados ainda aspectos de inovação, pela qual nenhuma licença poderá ser exigida enquanto a empresa estiver testando ou desenvolvendo um produto ou serviço. Os contratos empresariais não poderão ser alterados judicialmente e todos os papéis poderão ser digitalizados e descartados. A 881 busca dar velocidade e agilidade aos negócios. E as micros e pequenas empresas, por sua vez, têm rapidez de reação para enfrentar desafios, destacou Amberson.
Crédito: Assessoria
