Crédito da foto: Assessoria. João Mohr, Superintendente da Fiep fala em audiência sobre a Copel no Senado Federal
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Caciopar e POD apoiam Fiep por busca de soluções à crise de energia

A Caciopar e o POD expressam crescentes preocupações com a brusca redução na qualidade do fornecimento de energia elétrica nos últimos anos, especialmente na região Oeste do Paraná. As constantes quedas e oscilações no abastecimento têm gerado prejuízos tanto em áreas urbanas quanto rurais, impactando a produtividade e a economia. Diante disso, as entidades aplaudem a iniciativa da Fiep (Federação das Indústrias do Paraná) em buscar, nesta semana, soluções em Brasília para esse problema urgente.
A Fiep, durante audiência pública na Comissão de Infraestrutura do Senado, defendeu melhorias urgentes no fornecimento de energia para o setor industrial paranaense. A iniciativa, proposta pelo senador Sergio Moro, visou a cobrar explicações da Companhia Paranaense de Energia e da Agência Nacional de Energia Elétrica sobre os prejuízos acumulados por consumidores e produtores. Além das indústrias, a cobrança é que a Copel cria, de forma rápida e eficiente, meios de melhorar a qualidade dos seus serviços.
"É inadmissível que uma região tão produtiva como o Oeste do Paraná continue sofrendo com a instabilidade no fornecimento de energia. As perdas são imensuráveis para o comércio, a indústria e para o agronegócio. Parabenizamos a Fiep por levar essa pauta tão urgente a Brasília e esperamos que as soluções cheguem logo", afirma o presidente da Coordenadoria das Associações Comerciais e Empresariais do Oeste do Paraná, Reni Fernande Felipe.

Nova realidade
O superintendente da Fiep, João Arthur Mohr, destacou na audiência que os indicadores de quedas de energia da Copel, fiscalizados pela Aneel, não refletem a realidade do setor produtivo. Ele citou um levantamento com 30 grandes indústrias de Ponta Grossa, que totalizaram 1,2 mil horas de interrupção em suas atividades no ano passado devido a oscilações de tensão, o que não aparece nos relatórios oficiais. Mohr ressaltou que problemas semelhantes se concentram nas regiões Sudoeste, Oeste e Noroeste do Paraná.
"O Oeste do Paraná é um dos motores econômicos do Estado e do País. Não podemos permitir que a falta de energia de qualidade freie nosso desenvolvimento. A ação da Fiep é um passo fundamental para que as autoridades entendam a gravidade da situação e tomem as medidas necessárias", comenta o presidente do Programa Oeste em Desenvolvimento, Alci Rotta Júnior. 
Em Brasília, Mohr também alertou para a estimativa de crescimento de 4,5% na demanda por energia no Paraná nos próximos anos, reforçando a necessidade de investimentos na ampliação e instalação de novas subestações. Além disso, a Fiep questionou o aumento do tempo de resposta da Copel aos chamados, que passou de 159 minutos em 2021 para 238 minutos em 2025, um aumento de 50%. 
O tempo médio para religar a energia após quedas também subiu de 30 para 40 minutos. A entidade manifestou ainda preocupação com a proposta de reajuste tarifário de energia, que pode chegar a 51% para alguns segmentos industriais, impactando diretamente os custos de produção no Paraná.